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sábado, 9 de junho de 2012

Aspectos importantes no futsal.



Olá pessoal?

Vou iniciar uma série de artigos sobre futsal, abrangendo tanto o aspecto da formação de atletas iniciantes, como o treinamento de alto nível. Considero um tema importante, tendo em vista que os jogadores em evidência no Brasil, tiveram sua formação inicial no futsal; como atualmente desenvolvo atividade exclusivamente dentro do esporte com a bola nos pés em quadra, e com a discussão constante sobre a importância do futsal na formação do jogador de futebol de campo, considerei de muita importância este tema, o vídeo publicado anteriormente, estou atuando como treinador da categoria sub 09, da escola do Santos Futebol Clube, e vivo intensamente todas estas experiências discutidas.
Gostaria de destacar que os temas apresentados foram elaborados pelo Prof. Pablo Ramon Coelho, e discutidos no curso de especialização em futebol e futsal da Universidade Gama Filho.

Sistema de Formação no Futsal.
Inicialmente, torna-se fundamental entender como ocorre ou deveria ocorrer o processo de formação de atletas de futsal, nas chamadas categorias de base. Muitas vezes, este processo não é questionado, tendo em vista os resultados esportivos, tanto em nível das equipes (clubes e seleções) como no constante surgimento de grandes atletas de futsal, no alto nível de rendimento. Vários são os motivos para este “sucesso do futsal”, tais como: influência do futebol, fácil operacionalização, prática nas escolas, nível de representatividade, ser um esporte democrático e participativo, alto nível de participação técnica e motora da criança durante o jogo e, atualmente, a presença de um ídolo no esporte (Falcão).
Entretanto, apesar destes vários aspectos positivos, pode-se questionar se o processo de formação aproveita da melhor maneira estes aspectos, ou seja, se todo este potencial formativo está sendo potencializado.
Assim sendo, a apresentação das estruturas que dão suporte a este processo, é pré-requisito para melhor compreender as possibilidades de desenvolvimento técnico-tático e as metodologias empregadas.
                   Relativa às idades/faixas etárias dos praticantes da modalidade:
- Chupetinha (6 anos); mamadeira (7 anos); iniciantes (sub 9); pré-mirim (sub 11); mirim (sub 13); módulo i (colegial,sub 14); infantil (sub 15); infanto e módulo II (colegial, sub 17); juvenil (sub 20) e adulto.

Estrutura Substantiva e Metodológica:
Relativa aos componentes do rendimento esportivo e as possibilidades de desenvolvimento dos mesmos.
- Aspectos técnicos, táticos, biotipológicos, sócio-ambientais, físicos e psíquicos. A ênfase em nossa abordagem será relativa aos aspectos técnicos e táticos e as diferentes formas de desenvolvê-los.
A apresentação do processo de formação do atleta de futsal, representado pelas estruturas citadas, permitirá a discussão de como os treinadores estão inseridos num amplo sistema, em que suas decisões são fortemente influenciadas.
A escolha dos conteúdos a serem abordados nos treinamentos, bem como a forma de desenvolvê-los podem sofrer grande influência do sistema em que ele está inserido, seja num âmbito maior como da própria estrutura do esporte, ou num contexto mais reduzido, como por exemplo, a forma como seu clube/escola encara o processo.








quarta-feira, 14 de março de 2012

De quem é a tarefa de ensinar futebol?

Olá?


Neste blog, comecei escrevendo algumas das minhas experiências dentro do esporte e destacando alguns professores pesquisadores do futebol, e principalmente a forma de ensiná-lo.
Uma das coisas que mais me incomoda, é a forma de ensinar o futebol, a quem, e como deve ser ensinado; eu já postei vários artigos a respeito, entretanto, escrevo novamente para esclarecer algumas dúvidas. Tive essa iniciativa depois de uma conversa com um amigo, o Clailson, do qual sou seguidor no blog: ¨O dono da bola¨; nós conversávamos sobre futebol quando ele disse que uma vez uma pessoa afirmava em uma discussão que a qualidade duvidosa de alguns jogadores no Brasil era motivada pelas escolas de futebol e principalmente de como era ensinado o esporte nestas tais escolas; em princípio discordei, mas analisando com calma e refletindo um pouco, sou obrigado a concordar em parte desta afirmação.
Como já disse, neste blog estão postados vários artigos sobre aprendizagem e ensino do futebol, para não dizerem que são ideias minhas e sem fundamento, coloquei alguns artigos de doutores e professores renomados, e algumas experiências vivenciadas por mim, bem como relatei algumas conversas com outros profissionais da área.
Realmente é bem discutida a qualidade duvidosa de alguns atletas, tendo em vista que no passado a maioria dos clubes de futebol eram recheados de craques de alto nível, e a maioria deles oriundos dos campos de várzea, somente vivenciando o treinamento específico do futebol na fase de especialização, por volta dos 16/17 anos, não haviam as categorias menores, e por consequência a aprendizagem sem pressão e divertida.


Atualmente houve muita mudança, alguns pais correm para que seus filhos se formem o mais precoce possível achando que desta forma irão cooperar para o desenvolvimento dentro do esporte, os clubes buscam de qualquer forma o garoto de mais alto nível, pois buscam títulos ao invés de pacientemente formar seus atletas e os treinadores por medo de perderem o emprego acabam praticando algumas injustiças com atletas que estão em pleno desenvolvimento motor, mas que não atingiram o nível desejado na visão destes treinadores.
Sem levarmos em consideração o aumento da violência, poucos espaços para a prática desportiva, os computadores e video-games, e alguns ¨professores¨ que nas escolas de esportes acabam especializando precocemente seus alunos, professores sem qualquer formação adequada e principalmente sem interesse de buscá-la, não sou contra ex atletas ministrando aula, mas deveriam buscar conhecimento em cursos e universidades, devemos destacar que no alto nível o técnico de futebol por vários motivos não consegue conciliar a profissão com o estudo, mas ele é auxiliado por profissionais capacitados (médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas, psicólogo, massagista), nas escolas de futebol  o professor além de técnico acaba fazendo de tudo um pouco, portanto deve se atualizar e se preparar para a formação dos nossos atletas, e o que é pior com a diminuição dos espaços e o crescimento das escolas de futebol, vemos muitos atletas oriundos dessas escolas o que não acontecia no passado.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O que é especialização precoce???



Quando pensamos na formação dos nossos atletas de futebol, um aspecto primordial para os profissionais da área é o conhecimento sobre o desenvolvimento motor. Esta importância lhe é atribuída devido a influência exercida pelos conteúdos aplicados em aula, que podem comprometer o desenvolvimento anatômico e/ou fisiológico, como na construção do acervo motor pelas crianças e adolescentes.
Neste contexto, buscando em Gallahue e Ozmum (2005) um referencial de desenvolvimento motor, no qual está dividido em fases e estágios.
Temos que ressaltar que durante o período de formação em locais destinados a prática do futebol, essencialmente estará presente neste recipiente ambiental, a figura do técnico ou do professor de Educação Física.
È possível afirmar que, algumas crianças começam a andar primeiro que outras, tendo elas a mesma faixa etária. Neste cenário, está presente o princípio da individualidade biológica, assim como os estímulos presentes no ambiente onde vive.
Ao relacionar os conceitos anteriormente expressos a respeito do tema desenvolvimento motor ao ensino do esporte, podemos refletir em relação aos conteúdos aplicados (fator ambiental) em escolinhas e clubes de futebol, abordando uma questão importante no contexto da formação dos atletas de futebol, que é a chamada especialização precoce. Para isso, vamos ater-nos á duas últimas fases de desenvolvimento, pois é faixa etária na qual, normalmente, se inicia a aprendizagem esportiva, assim como eleva-se a frequência da prática do esporte.
Entende-se por especialização esportiva o período em que se adotam programas e métodos de treinamento especializados. É quando a criança pratica sistematicamente, principalmente, um único esporte, tendo como objetivo participar de competições e aprimorar a técnica dos fundamentos, assim como desenvolver conhecimentos táticos e as capacidades físicas exigidas para aquela modalidade esportiva (Santana, 2001).
Paes (1996), aponta que devido a cobrança excessivas por resultados positivos em competições, nas categorias de base, os jovens são avaliados por suas capacidades físicas, pelo seu desenvolvimento diferenciado comparado as outras crianças ou jovens, levando-os a exercer uma determinada função ou posição específica, a qual, consequentemente, implicará no treinamento limitado das especificidades técnicas daquela posição. Este procedimento terá resultados imediatos para a equipe. por outro lado, considerando a formação motora do atleta e sua mudança de categoria, o mesmo sucesso dificilmente será alcançado, como coloca o próprio autor:
                     
[....] terá uma serie de dificuldades, quase que insuperáveis para   exercer  a função que lhe foi ensinada no primeiro período de aprendizagem, pois na atual categoria, ele dependerá de outros elementos fundamentais que não lhes foram oferecidos no devido estágio. ( Paes, 1996. p. 56).

Dentro deste contexto, as crianças são submetidas a exercícios extremamente desgastantes, cópias fidedignas do treinamento dos adultos, onde realizam inúmeras repetições do mesmo movimento fora do contexto de jogo, com o objetivo de aprimorar ou refinar as técnicas usualmente utilizadas em determinadas posições, em fases onde o primordial não é a execução perfeita da técnica, e sim, a experimentação e aquisição de experiências motoras diversas que auxilie na construção de um repertório de respostas motrizes rico em possibilidades frente aos desafios do esporte. 
Segundo Oliveira (1998, p34):



Mesmo tratando-se de especializar, nada deve ser antecipado: a precocidade pode cercear a variabilidade de movimentos e prejudicar o desenvolvimento motor, comprometendo o futuro tanto pessoal quanto esportivo do indivíduo. Aliás, a precocidade é um fator que, comumente, encontramos no esporte e revela um triste quadro de desconhecimento do que significa desenvolvimento motor e suas implicações sobre a vida.
A especialização é inevitável no esporte de alto nível, entretanto a aquisição das habilidades motoras especiais tem que ocorrer no tempo certo. o trabalho deve ser pautado em uma estrutura de treinamento adequado ao desenvolvimento individual, proporcionando uma formação básica múltipla, garantindo a aquisição de movimentos coordenativos gerais (Weineck, 2000).
Sabe-se que necessariamente ao longo do processo de formação do atleta a especialização irá acontecer, mas quando acontece precocemente, estamos cerceando o direito da criança de desenvolver padrões de movimentos gerais, básico ou essenciais para seu desenvolvimento motor. Além disso, carregam as implicações de serem considerados ¨mini adultos¨, trazendo consigo todos os anseios, as pressões, as cobranças, a preocupação com o rendimento, em fases que o chamariz deve ser o brincar, o aprender, o prazer em praticar esporte.
Nesse sentido, Scaglia (2003, p. 61) indaga que ¨o esporte deve permitir ao iniciante a obtenção de uma cultura corporal, proporcionando ao jovem uma aprendizagem motora adequada¨, culminando na fase pré-escolar e escolar em um processo ensino-aprendizagem embasado em atividades e esporte diversificados, privilegiando a formação motora geral, para numa fase posterior iniciar o aprimoramento da técnica.
Tal pensamento vai ao encontro do raciocínio de Freire (2008), que enfatiza a necessidade de um ambiente rico em brincadeiras e sem sistematização rígidas, transformando o esporte em um momento prazeroso e motivador, para que estas experiências favoreçam as construções motoras, sociais e cognitivas do praticante. Sendo assim, o autor apresenta a¨ pedagogia da rua¨, proposta que visa a valorização da cultura popular relacionada ao futebol. As brincadeiras e jogos comumente praticados por crianças e adolescentes nas ruas, nos parques, nas escolas, devem ser preservados, isto é, além de respeitar e atribuir a devida importância aos conhecimentos prévios a respeito do esporte, amplia-se as possibilidades de aprendizagem, assim como a formação primordial de uma base motora consistente e preparada para futuros treinamentos mais específicos.
A partir deste estudo, percebemos a relevância do tema desenvolvimento motor e a enorme responsabilidade de professores de educação física e técnicos de futebol diretamente envolvidos nas categorias de base, pois lhe é concebido o poder de direcionar e influenciar o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes praticantes do esporte.

(Autor: Márcio Vinhão)

Olá?
Fiz questão de iniciar o artigo com este texto que mostra de forma bem objetiva, o que na minha opinião é um dos fatores determinantes para a má formação de nossos atletas, e por consequência a dispensa e o encerramento da carreira de muitos jogadores de futebol promissores em nosso país; para se ter uma ideia, o autor foi meu colega de turma na especialização em Futebol e Futsal, e ele no seu trabalho de conclusão de curso, realizou uma pesquisa em alguns clubes de futebol, instituições tradicionais em nosso país, sua pesquisa foi focada nas categorias de base, e para espanto geral, muitos profissionais, alguns deles bem conhecidos dentro do futebol, não souberam, ou não responderam a pergunta que uso como título deste artigo.
Ouço da boca de vários técnicos de alto nível, que os atletas da base não estão preparados para jogar no time de cima, será qua a culpa é dos nossos atletas?
Os profissionais que trabalham na área estão devidamente preparados para tal função?

Até!

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Quem Inventou o futebol?




Olá pessoal, estamos iniciando mais um ano e espero que novas ideias sejam colocadas em prática, vou iniciar com um texto do Prof. Dr. Alcides José Scaglia, que foi um dos meus mestres na especialização em Futebol e Futsal, leiam e reflitam.

Quem inventou o futebol?
Prof. Dr. Alcides Scaglia
                Certo dia, lendo uma reportagem sobre o futebol na Inglaterra, deparei-me com a seguinte frase: “A Inglaterra, o berço do futebol moderno...” 
                Essa frase me chamou atenção, não por não saber que foi na Inglaterra que se deu o surgimento do nosso futebol, mas, sim, a expressão: “futebol moderno”. Existiu, portanto, um futebol antigo? E o moderno já não ficou ultrapassado?
Debrucei-me a pesquisar, e não foi difícil constatar que existiram vários jogos anteriores ao futebol, os quais, podemos dizer, pertencem à sua árvore genealógica.
                Na China e no Japão, por volta de 4.000 e 5.000 anos a.c., eram praticados os jogos conhecidos como: Ts’u chu e Kemari. Já na Grécia antiga encontramos o Epyskiros. Avançando no tempo, junto à dominação e consolidação do Império Romano, temos o Harpastum. Depois, invadindo a sombria idade média, descobrimos o Soule ou jogo das multidões, muito praticado na Bretanha, e o Calcio, como até hoje é chamado o futebol na Itália. Mas foi na Inglaterra, no ano de 1863, que as regras do futebol foram lapidadas e universalizadas, transformando o, até então, jogo de bola no esporte futebol, o futebol moderno.
Porém, quem pensa que o futebol moderno sobrevive até hoje está muito enganado. O futebol moderno, principalmente durante o longo período de sua estada em território nacional – desde 1894 -, sofreu um processo de transformação. Nossas crianças, inconformadas com a obrigatoriedade de se jogar sempre da mesma maneira, metamorfosearam o futebol moderno, reinventaram um novo futebol a partir de uma infinidade de pequenos jogos que utilizavam para brincar nos campinhos e terrenos baldios. Quem nunca jogou uma rebatida, ou então: três dentro três fora, tenteio, golzinho, gol caixote, bobinho, embaixadinha, casquinha, levanta a saia, gol de cabeça, controle, linha, driblinho, cada um por si, timinho...?
                Resultado disso, o Brasil reinventou o futebol, deixou para trás o moderno, para rebatizá-lo com o nome de Futebol Arte. E foi com arte que nossa seleção venceu cinco campeonatos mundiais e revelou ao mundo artistas como: Leonidas da Silva, Pelé, Garrincha, Romário, entre muitos, mas muitos outros.
                Contudo, o futebol arte já viveu os seus dias de glória, atualmente um novo futebol foi inventado. Por quem? Ainda não sei, mas este futebol contemporâneo - se assim podemos chamá-lo -, está muito mais perto da guerra e cada vez mais longe da arte. Inspira muito mais a violência do que a genialidade espontânea advinda da alegria. Tornou-se religião ao invés de diversão. Dinheiro, muito dinheiro, em detrimento ao prazer...
                Todavia, como todo saudosista, sonhador e revolucionário tenho a esperança que logo outras crianças se libertem das amarras impostas pela nossa sociedade e, transgredindo a ordem do jogo, reinventem um novo futebol. Portanto: LIBERDADE ÀS CRIANÇAS, para o bem de nosso futebol.

Continua o meu questionamento: vamos repensar o futebol?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Vamos repensar o futebol?



Olá?
Trabalho com futebol e agora com futsal pelo menos há 15 anos, durante esse período procurei prestar atenção em toda informação, conteúdo literário e em profissionais atuantes no futebol para que eu pudesse absorver toda informação possível e com isso, melhorar meus treinos e aulas, crescer profissionalmente.
Aguardei algumas horas para verificar alguns comentários sobre a final entre Santos e Barcelona, e todos eram unânimes em afirmar que o Santos (e nós brasileiros) tomamos uma aula de futebol, muitos ironizavam a equipe santista, mas temo pelo futebol brasileiro; em alguns artigos publicados neste blog, eu já previa todas essas dificuldades encontradas na tão esperada final.
A decepção era enorme, a gozação dos torcedores de outras times então nem se fala...! Mas vamos ser mais abrangentes e analisar o contexto: posse de bola, quantidades de passes certos, movimentação constante, passes rápidos com no máximo 30 metros, dois toques na bola e muitas vezes um toque só, infiltração dos meias e volantes, poucos cruzamentos com bola alta na área, marcação no campo de ataque, compactação da equipe, passagem dos laterais nas costas dos zagueiros, sem contar a qualidade técnica dos atletas do Barcelona; e o técnico Guardiola em entrevista coletiva disse que os seus avôs relatavam que era com essa forma de jogar que o Brasil encantou o mundo, que ironia.........
Tenho afirmado em meus artigos, devemos repensar a formação de nossos atletas, enquanto ficamos achando que somos o país do futebol, eles estudam, trabalham e suam a camisa, temos que ser mais humildes e tomarmos uma atitude rápido, pois o futuro será complicado, muito complicado. 


domingo, 6 de novembro de 2011

Habilidade ou criatividade.



Olá?
Escolhi estes dois aspectos para relembrar algumas discussões em todos os âmbitos profissionais; de acordo com os significados das palavras, literalmente são:
Habilidade: O conceito de habilidade provém do termo latino "habilĭtas" e refere-se à capacidade e à disposição para (fazer) algo. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, a habilidade é aquilo que uma pessoa executa com talento e destreza e o enredo disposto com engenho, artimanha e perícia.
Criatividade: A criatividade é a faculdade de criar ou o potencial criativo. Consiste em encontrar métodos ou objetos para executar tarefas de uma maneira nova ou diferente do habitual, com a intenção de satisfazer um propósito. A criatividade permite cumprir os desejos de forma mais rápida, fácil, eficiente ou econômica.
Fiz questão de colocar a definição para esclarecer ao máximo qualquer dúvida. Dentro de qualquer empresa, procuram-se pessoas com esses dois aspectos juntos ou na pior das hipóteses uma das características definidas acima.
No futebol não é diferente, na procura por atletas nas categorias de base que em sua formação, a criatividade e a habilidade tenham sido bem trabalhadas.
Gostaria de expor essas duas qualidades tão essenciais em dois vídeos, e faço a seguinte pergunta:
Para você em qual dos dois exemplos pode ser identificado como criatividade ou habilidade.


Gostaria de salientar que habilidade, em se tratando de movimento corporal, é o gesto motor repetido inúmeras vezes, e que ao longo do tempo acaba sendo inserido no repertório do indivíduo, essa característica pode ser  desenvolvida com o treinamento tecnicista ou mecanicista.
Já a criatividade é um aspecto bem complexo e que um treinamento mecanicista não conseguirá resultado positivo, esta qualidade é desenvolvida por toda a vida. O treinamento do futebol deve ser realizado de forma global, fazendo com que o atleta na sua formação consiga vivenciar todas as situações possíveis dentro do esporte , e com isso  desenvolver sua capacidade de resolver rapidamente os problemas encontrados.

Prof. Esp. Adelson Souza. 

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domingo, 9 de outubro de 2011

Futebol e Futsal: Como ensinar?



Olá?
Estou verificando e analisando alguns sites e blogs sobre aprendizagem e treinamento do futebol e futsal, e durante meus estudos verifiquei que ainda muito é questionado e discutido, mas pouco é colocado em prática, nos meus artigos procuro enfatizar sobre todos os aspectos da aprendizagem e treinamento.
Sigo alguns autores e vou destacar neste artigo alguns trechos do Prof. Dr. Alcides Scaglia, que foi um de meus mestres na pós-graduação.
Uma construção metodológica para o ensino dos esportes coletivos, ou seja sempre devemos iniciar do mais fácil para o mais complexo, nunca o contrário, incluir sempre novos desafios para estimular os alunos ao máximo, segundo suas fases de desenvolvimento, utilizar a compreensão do jogo a partir de sua complexidade, para Scaglia (1999b, 2003) e Scaglia e Souza (2004), o jogo é uma unidade complexa, em que o todo não pode ser compreendido pelas partes isoladas.
O jogo não se reduz a partes isoladas e, quando o faz dessa forma, perde seu contexto funcional sistêmico, organizacional, de imprevisibilidade, de cooperação, de autorregulação.
Estou citando meu renomado professor com o objetivo de esclarecer algumas dúvidas sobre ensinar o futebol/futsal, Scaglia destaca que não basta somente jogar bem para também ensinar bem esportes, situação normalmente encontrada em escolinhas de esporte com ex-jogadores na função de professor.
Scaglia (1999b), entrevistou oito professores (sendo quatro ex-jogadores) de escolinha de futebol com o objetivo de saber como eles haviam aprendido a jogar, percebeu que as respostas dadas não condiziam com a realidade praticada por eles quando se propunham a ensinar futebol. Os professores relatavam que aprenderam a jogar nas ruas, nos campinhos de terra batida, jogos/brincadeiras com bola nos pés, etc., mas nas aulas suas práticas pedagógicas eram totalmente mecanicistas ou tecnicistas (baseada somente na repetição do gesto motor) e estereotipadas na busca por resultados imediatos. Para Scaglia (1999a-b, 2003) esse modelo pouco contribui para o desenvolvimento de jogadores conhecedores do jogo, um craque capaz de ¨compreender a dinâmica do jogo¨ (Sgaglia, 1999b, p.22).
As aulas e treinamentos dos esportes coletivos devem ser baseadas no jogo e suas complexidades, a criança deve ser estimulada a pensar e tomar decisões, desenvolver sua capacidade cognitiva e passar por todas as situações possíveis, e sempre estar preparada para a imprevisibilidade que o esporte coletivo proporciona.
Não se deve basear as aulas e treinamentos somente em atividades puramente tecnicista ou mecanicista, a correção do gesto motor se faz necessária, mas o jogo é o objetivo, e o gesto motor fechado tornará o futuro atleta limitado.

Prof. Esp. Adelson Souza.

Referência Bibliográfica:

Reverdito, Riller Silva; Scaglia, Acides José. Pedagogia do esporte: jogos coletivos de invasão. São Paulo: Phorte, 2009.  264p

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sábado, 17 de setembro de 2011

Futebol de Campo x Futsal.


Olá amigos.
Estava reparando que escrevo muito pouco sobre futsal não por falta de assunto, pois o futsal, da categoria dos esporte com bola nos pés, é mais o praticado no Brasil do que em comparação com o futebol de campo, isso se deve ao fato que com a destruição dos campos de várzea, o crescimento vertiginoso das cidades, as nossas crianças ficam limitadas as quadras da escolas ou do condomínio onde moram.
Mas observando atentamente, percebemos que as crianças que iniciam no futsal tem como objetivo uma transferência para o futebol de campo por vários motivos: o destaque do campo com relação ao futsal, a mídia e o profissionalismo com remuneração bem valorizada, e ainda uma atenção ao futsal com relação a dificuldade de prosseguimento na carreira. Talvez um passo importante será tornar o futsal, um esporte olímpico; mas vamos atentar para a formação do atleta de futsal e suas vantagens, em relação aos atletas formados exclusivamente no futebol de campo.
No futebol de campo, o treinamento muitas vezes fica restrito ao tão esperado coletivo, observando com atenção, percebendo que no jogo tradicional de 11 x 11, a criança toca poucas vezes na bola, e consequentemente aprende menos pois passa por poucas situações específicas do esporte e limita nossos futuros craques; uma solução seria realizar treinos em campos reduzidos, mas ainda questionado por muitos.
No futsal, o espaço já é reduzido, o contato com a bola é maior pois a quantidade de jogadores é menor, as situações vivenciadas são em número bem maior, sem contar que em um treinamento correto, os atletas tem que passar por todas as posições de linha e aprende a jogar pelas laterais da quadra, pela parte central, de maneira ofensiva e defensiva; temos que saber a forma e o tempo correto de transição do futsal para o futebol de campo, ou darmos mais oportunidades de prosseguimento no futsal na fase adulta.

Prof. Esp. Adelson Souza 

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Paradigmas.......????



Olá amigos.....?
Estava reparando quanto tempo fiquei sem escrever um artigo, durante este período fiquei pensando e queimando os neurônios para expressar algo importante; pensei em colocar algo relacionado ao treinamento precoce, que percebo ainda existir muito intensamente dentro do futebol, não só nas escolinhas de esportes, mas também em equipes de treinamento; pensei em destacar e comparar as formas de ensino, global ou analítico, ou seja um treinamento que estimula a criança em todos os aspectos (global), ou a forma fechada que divide o treino em etapas (analítico ou tecnicista), se preocupando mais com a técnica do gesto motor.
Enfim são muitos os aspectos a serem discutidos, e minha demora em escrever, foi devido ao fato que em meu recente local de trabalho vivo todas estas discussões e relembro os fatos discutidos no meu curso de especialização.
Como é difícil trabalhar com futebol no Brasil? Eu não entraria na sala de um advogado para dar palpites nos seus processos, nem mudaria a planta e desenhos de um engenheiro, muito menos me atreveria a comandar uma cirurgia, alegando que o médico não sabe o que está fazendo..... não tomaria uma atitude destas, no mínimo seria expulso da sala e processado, para não dizer preso por exercício ilegal da profissão. Mas no futebol não é assim todo mundo quer dar palpites, reclamar a forma de treinamento e ainda dar sugestões.....como se o curso de Educação Física, o Bacharelado em Treinamento Desportivo, vários cursos complementares e a especialização em Futebol e Futsal, além de alguns anos como atleta, não significassem nada.
Ouço grandes absurdos, infelizmente algumas pessoas depositam nos filhos toda a sua esperança de crescimento financeiro como pai de atleta no futebol, o que é pior, crianças com seis anos de idade; como vamos determinar o futuro dessas crianças no esporte se os próprios pais já exercem uma enorme pressão psicológica, a ignorância é assustadora.
Volto a frisar e destacar igualmente alguns dos grandes autores de treinamento desportivo e futebol, dos quais destaco: Alcides Scaglia, João Batista Freire, Wilton Santana, Pablo Juan Greco, Julio Garganta, entre outros tantos nomes; a importância do ensino e aprendizagem na infância e adolescência, de forma adequada e principalmente sem pular fases do desenvolvimento infantil, no passado nossos atletas aprendiam brincando na rua e nos campinhos de várzea, não driblavam cones.
Durante a transmissão do jogo Brasil x Argentina, o locutor Galvão Bueno, juntamente com sua equipe de comentaristas, destacou sentir saudades dos tempos em que os jogadores profissionais saiam dos campos de várzea; recordei da minha infância e a quantidade de campos a disposição, a segurança não era preocupação e nós tínhamos liberdade de movimento, sem contar das bricandeiras de rua, que infelizmente hoje estão esquecidas. Estamos limitando o acervo motor de nossas crianças, digo estamos, porque muitos professores para se manterem no cargo, se submetem as pressões de muitos pais, dirigentes e coordenadores, expondo seus alunos a treinamentos psicologicamente cansativos e desestimulantes, determinando o fim da carreira de muitos Robinhos, Romários, Pelés, Zicos, Garrinchas, Rivelinos e Tostões do futebol.

Prof. Esp. Adelson Souza

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Criança no Esporte

Este artigo é muito interessante, leiam!  CAMPOS, Wagner; BRUM, Vilma Pinheiro. Criança no Esporte . Midiograph: Londrina. 2004.   CAPÍT...